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Eu acho que isso aqui está virando um blog cultural,gente '-' iusaHIUSAHsAIUhhuhsuaihas

sábado, 12 de junho de 2010

A Sociologia do Trabalho

Todo empregado é um trabalhador, mas nem todo trabalhador é um empregado.
Para que o indivíduo seja considerado um empregado, é necessário que ele:
-Seja pessoa física
-Seja subordinado
-Tenha pessoalidade
-Tenha continualidade
-Receba salário

Conceito de trabalho para a Sociologia:Conjunto de atividades tanto manuais quanto intelectuais criadas pelo homem,que se apropriando de bens da natureza,modifica-os e visa à reprodução de seus indivíduos e da sociedade.
E já que a sociedade está em constante mudança, e os seus indivíduos nunca se organizam política e culturalmente de forma igual, três estudiosos resolveram analisar a sociedade e o trabalho sob três perspectivas diferentes. São eles Durkheim (analisando a divisão do trabalho), Weber( analisando a ética do trabalho) e Marx ( analisando as relações de trabalho)
I-Durkheim e a divisão do trabalho
Para Durkheim, em seu livro “Da divisão do trabalho social” o trabalho era uma forma de solidariedade social. Ele dividiu as sociedades em antigas e modernas. Nas antigas, o que predominava era a solidariedade mecânica, onde os valores e as crenças eram todos homogêneos. Já nas sociedades modernas esses valores e crenças eram heterogêneos, diversificados. A divisão do trabalho mantém a relação de interdependência mútua entre os indivíduos, e o trabalho seria a principal fonte de solidadariedade.

II- Marx e a alienação social
Karl Marx afirmou que o trabalho é importante para compreender as sociedades,uma vez que é fonte de riqueza social. O produtor direto não é dono dos meios de produção, nem detém o controle da produção. E ao efeito que esse trabalho cujo trabalhador se submete, ele denominou alienação. O indivíduo alienado é aquele que faz uma ação e se submete a certos valores sem questionar nada. Além disso, o trabalhador alienado é aquele que faz o trabalho mas não é reconhecido pelo que produz.
Para Karl a divisão do trabalho está relacionada à divisão de classes sociais, e o trabalho é dividido em manual e intelectual, e é fundamental para a solidariedade social.

III-Weber e a ética do trabalho
Max Weber ligou a religião ao trabalho. Para ele, o trabalho estava relacionado ao enobrecimento da alma do homem, e isso agradava a Deus, e com isso as sociedades se desenvolveriam.

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Antigamente, as classes eram divididas entre senhores e escravos. Mais adiante, existiram os servos,depois os camponeses e por ultimo o trabalhador livre e assalariado. Primeiramente em manufaturas, depois em maquinofaturas. O trabalhador não era dono do meio de produção, como já dito antes. O dono era conhecido como burguês. Esse burguês explorou e muito a força de trabalho do operário, e isso foi estudado.

Karl Marx e a mais-valia
Todo trabalhador tem sua determinada jornada de trabalho. Ela se divide em tempo de trabalho necessário e tempo de trabalho excedente. O tempo de trabalho necessário seria aquele pelo qual o trabalhador é remunerado, para que assim sejam supridas suas necessidades. E o tempo excedente é a mais-valia, onde o que o trabalhador produz nesse tempo vai como lucro para o dono do meio de produção. Hoje em dia, na constituição brasileira, o tempo de trabalho diário do brasileiro é de 8 horas, com direito a excedente de 2 horas (extraordinárias) , com remuneração de até 50% a mais do valor-hora.


Teorias e modelos de produção em massa
Após a Revolução industrial, surgiram algumas idéias que levaram em conta a produção em massa. São elas Fordismo, Taylorismo e Toyotismo.
I-Fordismo
A teoria fordista falava sobre as linhas de montagem, ou produção em série,onde o produto era montado sob uma esteira rolante mecanizada, e era dividida, e cada operário era destinado a fazer uma parte do produto ao longo da esteira, e ao final da esteira o produto (no caso, o carro) sairia pronto. Isso garantiria um número maior de produtos ao final da jornada de trabalho por dia.

II-Taylorismo
Taylor achou que o trabalhador trabalhava demais e não tinha tempo pra nada, portanto se cansava demais também. Ele pensou que , trabalhando menos, o trabalhador poderia ter mais tempo para gastar e consumir (dando continuidade ao ciclo do capitalismo) e estaria mais disposto e menos cansado para produzir mais no dia seguinte.

III-Toyotismo
Após a 2ª Guerra Mundial, o Japão estava sem dinheiro para se reconstruir. Foi aí que a Toyota entrou com o seu modelo de produção Just is time, onde o consumidor fazia a encomenda do produto, e depois o produto era feito, ou seja, não se trabalhava com estoque. Assim a economia do Japão se reergueu.


Divisão e estratificação das classes sociais
As classes sociais foram divididas em A,B,C.D e E, ou alta, média e baixa, e foram classificadas de acordo com o poder econômico de seus indivíduos, e segundo Max Wber, classe social é a posição de um individuo na escala de estratificação social.Marx definiu como posição que os agentes ocupam no processo de produção, e a propriedade ou não dos meios de produção definia a divisão da sociedade. Antigamente se acreditava que não era possível alguém de uma classe inferior subir de estamento e posição social, mas hoje sabe-se que isso é possível.

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